A melhor opção é escolher não exagerar no sal

blog

A melhor opção é escolher não exagerar no sal

Sal – São tantas as opções atualmente e tantas informações sobre benefícios e malefícios do sal que fica até difícil saber o que levar para casa.

Tem gente que usa o sal rosa do Himalaia. Há ainda quem diga que prefere o sal light e sal rosa juntos, afirmando que o light tem menor teor de sódio e o rosa, mais minerais.

Entenda a composição de cada um

O sal de cozinha, comum no Brasil, passa por um processo de refinamento a partir da água do mar. Seu principal componente é o cloreto de sódio, formado por sódio (40%) e cloreto (60%). O sódio tem a importante função de manter o equilíbrio osmótico das células e regula o volume de fluidos corporais como o sangue, além de atuar no funcionamento normal de músculos e nervos. O sal no Brasil ainda é enriquecido com iodo para que se previnam doenças ligadas à tireoide e se promova o desenvolvimento neurológico adequado das crianças na gestação.

Apesar da proliferação de produtos que procuram se diferenciar ou trazer atributos de mais naturais ao utilizar a denominação “sal marinho”, para a legislação brasileira, todo sal produzido a partir da água do mar pode ser denominado “sal marinho”, independentemente do grau de refinamento. Além disso, não há evidências científicas que comprovem benefícios ou malefícios associados com seu maior ou menor refino.

Sais de rocha são extraídos em minas e não do mar e por isso possuem uma mistura de cloreto de sódio e outros minerais presentes nas rochas. Um exemplo bastante conhecido é o sal rosa do Himalaia, que, devido à presença de outros minerais em sua composição, possui a coloração característica. Contudo, não há evidências científicas de benefícios que os sais minerais promovam à saúde e estes produtos não são indicados como substitutos mais saudáveis para o sal de cozinha.

O sal light, por sua vez, é obtido a partir da mistura de cloreto de sódio e de cloreto de potássio, em graus que podem variar de meio a meio a até um terço/dois terços, respectivamente, o que lhe confere menor teor de sódio do que o sal de cozinha. Este sal constitui uma alternativa com benefícios comprovados para a redução da ingestão de sódio e aumento da ingestão de potássio, porém indivíduos com restrição ao consumo de potássio, como aqueles com doenças renais, devem ficar evitar seu consumo.

Opções e consumo

Todas as opções de sal citadas possuem sódio. Por isso, mais importante do que escolher a melhor opção é preciso ficar atento à quantidade de sal consumida DIARIAMENTE. O excesso de sal, consequentemente de sódio, atua como importante fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças renais e câncer gástrico, entre outras doenças.

O consumo de sal pela população brasileira é de quase 12g/dia, de acordo a Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008/09 realizada pelo IBGE, o que ultrapassa em mais de duas vezes a recomendação da Organização Mundial da Saúde (inferior a 5g/dia de sal ou 2000mg/dia de sódio).

Diante dessa realidade, estudos mostram que mesmo uma modesta diminuição no consumo de sódio pode proporcionar benefícios para a saúde e reduções graduais até alcançar os níveis recomendados de ingestão podem proporcionar benefícios ainda maiores.

Mas reduzir o consumo de sódio da alimentação não é simples. O mineral não está presente apenas no sal que adicionamos no preparo dos alimentos, ele também é utilizado em conservas, salmouras e está presente em grande quantidade dos alimentos industrializados prontos para consumo, inclusive em alimentos doces, como biscoitos recheados e bebidas.

 

Blog da Saúde / http://www.blog.saude.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=52500&catid=566&Itemid=50155

Deixe um comentário