Patologia – Desenvolvimento da patologia pode melhorar tratamento de câncer, diz instituição

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Patologia – Desenvolvimento da patologia pode melhorar tratamento de câncer, diz instituição

Uma das avaliações mais necessárias no Brasil é como o processo de diagnóstico e tratamento é conduzido, começando pela patologia, fase que estuda os melhores procedimentos para tratamento precoce

O câncer deve atingir 596 mil brasileiros entre os anos de 2016 e 2017, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), dentre os quais boa parte não é direcionada rapidamente para seu tratamento, situação que é uma das principais reivindicações da Sociedade Brasileira de Patologia(SBP).

De acordo com previsões tabuladas pelo INCA, entre os anos de 2016 e 2017, seriam constatados 596 mil casos da doença no país, com destaque para os casos de câncer de próstata para os homens, e de mama para as mulheres, em que ambos os tipos equivalem a 28% dos casos da enfermidade no Brasil.

Uma das avaliações mais necessárias no Brasil é como o processo de diagnóstico e tratamento é conduzido, começando pela patologia, definida pela SBP como a “fase que estuda os melhores procedimentos para tratamento precoce, isto é, antecede a oncologia e tenta indicar procedimentos mais adequados a partir da análise de tecidos e órgãos”.

Para a Sociedade, embora o trabalho dos patologistas seja considerado o alicerce da oncologia, existe certo descaso do poder público com a área.

Segundo o vice-presidente para assuntos profissionais da SBP, Dr. Renato Lima, os recursos destinados à patologia são menores do que o necessário para sua boa operação.

Falta de Investimento

A falta de investimento gera atrasos na realização do trabalho dos patologistas, o que é prejudicial tanto para a saúde dos pacientes como para a economia, como explica o médico.

“Por um lado, o paciente é o mais prejudicado, já que a demora para resolução de impasses médicos pode fazer o câncer evoluir, tornando a cura mais difícil; por outro, a tentativa do governo de economizar acaba se invertendo, pois com o agravamento da doença surgem gastos com cirurgias, radio e quimioterapias que poderiam ser evitados”, ressalta Lima.

Para o especialista, outro ponto que contribui para o agravamento da doença é a mudança do tratamento ideal. “Às vezes, a pessoa possui um tumor restrito e, assim, pode ser tratado com mais facilidade; porém, com a demora, ele pode se espalhar, e então o tratamento indicado já é outro”.

Lei dos 60 dias

Conforme o artigo 2º da lei 12732/12, os pacientes diagnosticados com câncer devem iniciar o tratamento em até 60 dias. Entretanto, a população ainda enfrenta barreiras causadas pela ineficiência e burocracia do sistema, segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA).

De acordo com a instituição, dados do Ministério da Saúde revelam que somente 57% dos novos casos registrados no Sistema Nacional de Câncer (SISCAN) foram atendidos dentro do prazo determinado. Essa porcentagem refere-se apenas ao total de registros realizados no sistema frente ao total de pacientes atendidos pela rede pública de saúde.

Em nota à EFE, o Ministério retificou os dados e argumentou que “o tempo de espera para o tratamento ainda está muito ligado à estrutura das gestões locais de saúde” e que a “informatização do sistema e melhora da estrutura estão entre as prioridades da gestão atual.

Informações: EFE Saúde – http://brasil.efesalud.com/noticia/dia-mundial-do-cancer-e-marcado-com-reivindicacao-por-atendimento-antecipado/

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