Vitória é a quinta capital com mais incidência de diabetes

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Vitória é a quinta capital com mais incidência de diabetes

A pesquisa revelou ainda que o número de pessoas diagnosticadas com a doença cresceu 61,8% nos últimos 10 anos

Na Semana Mundial de Combate à Diabetes, um levantamento mostrou que Vitória é a quinta capital com maior incidência da doença. Os números rankeados pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontam que, na capital capixaba, a ocorrência é de 9,7 casos a cada 100 mil habitantes.

A pesquisa revelou ainda que o número de pessoas diagnosticadas com a doença cresceu 61,8% nos últimos 10 anos. De acordo com o estudo, o percentual de brasileiros com diabetes passou de 5,5% da população em 2006 para 8,9% em 2016.

Especialistas avaliam que esse aumento no número de diabéticos é uma tendência mundial, e que está diretamente ligado ao estilo de vida moderno. “É uma questão comportamental”, disse o médico endocrinologista Albermar Harrigan.

A médica endocrinologista da Unimed Vitória, Mariana Guerra, alertou sobre os gatilhos para o desenvolvimento da doença. “As pessoas não andam mais de escadas, vão de carro a todos os lugares. A alimentação é à base de comidas prontas, fast-food, tudo no micro-ondas”, disse.

A DOENÇA

Diabetes, segundo especialistas, é uma doença crônica causada pela deficiência ou falta de insulina, hormônio responsável por jogar a glicose dentro das células para produzir energia.

“É uma doença grave, séria e silenciosa. O agravamento da doença não apresenta sintomas, ela evolui silenciosamente. O grande problema é que não dói, a pessoa não tem ideia das complicações”, disse o endocrinologista Albermar Harrigan.

A classificação da doença é estabelecida pela causa. A diabetes tipo 1, que acontece mais em crianças, adolescentes e jovens adultos. Nesses casos, a pessoa não produz insulina, por isso é necessário o uso da insulina desde o diagnóstico até o fim da vida.

A diabetes tipo 2 se desenvolve principalmente em pessoas que sofrem de obesidade. Pacientes que sofrem desse tipo da doença não têm insulina suficiente para manter a glicose normal. Há uma falta relativa de insulina no organismo.

Além desses dois tipos, há ainda a diabetes gestacional, identificada durante a gestação, e a pré-diabetes, que é um estágio intermediário que pode evoluir.

ENTENDA

Tipo 1

O que é

O paciente não produz nenhuma insulina, por isso é necessário usar insulina desde o diagnóstico até o fim da vida.

Tratamento

São utilizadas injeções de insulina.

Grupo de risco

Crianças, adolescentes e Jovens adultos.

Sintomas

Muita sede, excesso de urina, muita fome, perda inexplicável de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.

Tipo 2

O que é

O paciente produz insulina, mas ela é insuficiente para manter a glicose normal. Há uma falta relativa de insulina.

Tratamento

O tratamento é realizado com medicação oral para ajudar a insulina a trabalhar melhor.

Grupo de risco

A obesidade é o principal fator de risco para o surgimento da doença.

Sintomas

Infecções frequentes na bexiga, pele e rins, feridas que demoram para cicatrizar, visão embaçada, furúnculos e formigamentos nos pés, vontade de urinar várias vezes ao dia, sede constante, fome frequente, cansaço excessivo e disfunção sexual.

Diabete gestacional

O que é

Hormônios produzidos pela placenta podem trazer riscos para a mãe e para o bebê. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue.

Tratamento

É uma condição que quase sempre se normaliza após o parto, diferente dos outros tipos de diabetes.

Controlar a taxa de açúcar no sangue, reduzindo o consumo de alimentos doces e bebidas com cafeína.

Exames

Nas primeiras consultas do pré-natal, a gestante faz um exame de sangue para medição da glicemia em jejum. Se o médico considerar o resultado alterado, pode pedir o teste de tolerância à glicose.

Grupo de risco

Pacientes que engravidam com sobrepeso ou que ganham muito peso durante a gravidez, gestantes com idade avançada e a existência de um parente de primeiro grau diabético, dependente de insulina.

Pré-diabetes

O que é

Um estágio intermediário entre o normal e o diabético.

Tratamento

São utilizados medicamentos de via oral aliados à dieta e exercícios. É possível retornar ao estágio normal.

Informações: A Gazeta / https://www.gazetaonline.com.br/bem_estar_e_saude/2017/11/vitoria-e-a-quinta-capital-com-mais-incidencia-de-diabetes-1014107708.html

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